terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nao basta ser pai: é legal participar!

Os papais modernos estao dando um baile naqueles de outrora. As razoes para isso podem habitar inúmeras teorias, dentre elas o simples fato de que o homem de hoje está se permitindo ser mais humano. Quero afastar aqui aquele entendimento de homem "macho", que nao chora e nao fala de seus sentimentos e sofrimentos. Ele pode ser o mais provedor do mundo, mais se nao entrar em contato com seu lado mais feminino, talvez seja realmente difícil permitir-se ser um pai participativo...

É bem verdade que num primeiro momento o homem é pouco solicitado na rotina dos filhos. Isso porque nos primeiros meses o bebe precisa, basicamente, da sua mae para suprir as principais necessidades. É uma relacao muito dual, mesmo. Sábio foi Winnicott quando escreveu sobre a existencia de um único ser chamado "mae-bebe". No entanto, até mesmo para a saúde emocional da mae e também desse bebe inicialmente tao simbiótico com a mae, precisa de um terceiro para quebrar o vínculo e permitir que todos vivam suas vidas mais independentemente. De qualquer forma, isso de desviar o olhar exclusivo para o bebe seria um pouco mais adiante, nao nos primeiros meses de vida do pequenino.

Existem várias coisas que os papais podem fazer nessa fase, como trocar fraldas, dar banho, levar o bebe prum passeio matinal ao sol, segurar o bebe para arrotar depois das mamadas, enfim, há tantas coisas importantes e possíveis! Mas, no meu ver, o mais essencial e confortante nesse período inicial da vida do bebe, é, para a mae, poder de fato contar com a figura paterna; nao sei se me faco entender claramente, mas trata-se de uma fase especialmente diferente na vida de uma mulher o "estar nascendo" enquanto mae, e para que isso seja ainda mais prazeroso e seguro, nada como ter alguém ali, bem perto, bem confidente e confiante para nos apoiar e nos suportar (em todos os sentidos!). É um momento de grandes alteracoes hormonais, psicológicas e práticas da nossa vida, portanto precisamos de alguém que esteja sempre ali, nos amparando, de certa forma - se possível.




Sei que nao é a realidade de todas as mamaes poder contar com o outro responsável direto pelo nascimento do bebe... nesse caso, é válido poder também pedir um auxílio para a vó, a tia, a amiga, o amigo, enfim! Acho de extrema sensatez dividir esse momento com alguém em quem possamos confiar. Afinal, somos ou nao somos um espécie de ser social?

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